Onde você guarda o seu Preconceito?

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros – 87% – admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.
Então, responda:
Há racismo sem racistas?

Escreva um artigo de opinião respondendo as indagações acima e poste-o como um comentário deste post.

~ por 2aetecfernandopolis em junho 21, 2010.

8 Respostas to “Onde você guarda o seu Preconceito?”

  1. O indíce apresentado pela Fundação Abramo retrata a realidade, que ainda hoje existe dentro de cada um de nós um sentimento racista. Mesmo nos declarando que não somos racistas existe um sentimento preconceituoso que demonstramos nas “brincadeiras” e “zuações” de mal gosto. Esse é o motivo de apenas 4% dos brasileiros se declararem racista e os outros 96% “pensarem” que não são.

  2. O racismo é um pré-conceito que as pessoas tem umas com as outras. Às vezes tratamos pessoas de outra cor, diferentes e nem nos damos conta.
    No Brasil, há a cota para os negros entrarem em universidades e isso é errado, pois a mesma capacidade que os brancos tem, um negro também tem.
    Somos muito influenciados pela sociedade, todos nascem puros, mas a influência é tanta que podemos ver pelas crianças a diferença que elas fazem.
    Por isso não há como existir racismo sem racistas e é muito difícil de reverter esse problema.

  3. Racismo é uma forma de descriminação de qualquer forma que envolvam duas ou mais pessoa. Mas existe uma sociedade que se considera racista, porem quando perguntadas, pessoas desta não se consideram?
    Em uma pesquisa a agência ABRAMO constatou que 87% da sociedade brasileira afirmam que existe o problema do racismo, porém 4% da população se consideram racistas.
    Atualmente o mundo que é contra o racismo pratica ações que mesmo sendo para ajudar pode ser consideradas racistas, como por exemplo, a pratica de cotas para negros em universidades que é uma forma de se descriminar negros.
    Com isso podemos refletir e concluir: as cotas podem ser com a intenção de ajudar, mas por outro lado pode se constatar que é uma pratica de se diferenciar determinadas etnias.
    Podemos concluir que hoje na sociedade existe racismo sim, mas as pessoas também carregam esta culpa que se torna grave quando negado.

  4. Na sociedade brasileira as pessoas que admitem serem racistas são apenas 4%, enquanto 87% consideram que no Brasil existe racismo, mas afinal, há racismo sem racista?
    A resposta para essa pergunta é bem simples, sendo o racismo uma tendência de pensamentos onde se acredita na hierarquia de raças humanas, definindo umas melhores e superiores que as outras, as pessoas que não admitem serem racistas, pensam que algumas atitudes do dia-a-dia não passam de brincadeiras, ou até mesmo possuem a consciência desses atos, mas acabam por não assumir, devido saberem que é uma atitude mal vista pela sociedade.
    Essas brincadeiras são cada vez mais freqüentes, desde quando se faz algo errado ou até mesmo com a aparência das pessoas, o que acaba influenciando também as crianças e passando assim, o preconceito para as futuras gerações.
    Dessa forma, pode-se perceber que há racismo com racistas e cabem a essas pessoas tomarem consciência de seus atos e refletirem mais sobre esse problema que afeta grande parte dos brasileiros.

  5. O racismo se tornou uma prática comum nos dias atuais, contudo, onde estão os racistas?
    Pesquisas mostram que 87% da população concorda que há racismo no Brasil, mas apenas 4% assumem que o praticam. E esse índice é baixo se comparado à asituação atual do país.
    Dessa forma fica uma pergunta: e o caráter das pessoas fica aonde? Temos a coragem de discriminar, ofender e humilhar nossos semelhantes mas não assumimos nossas falhas? Quem é “pior” nessa hora: quem é humilhado ou quem não tem a capacidade de se responsabilizar por seus atos?
    Quem nunca agiu com racismo, que atire a primeira pedra!
    Porém, no meio de tanta discriminação, ainda existem aqueles que permanecem neutros e que lutam por uma sociedade igualitária. Todos deveriam estar unidos, em uma mesma corrente. Já dizia o poeta “O presente é tão grande, não nos afastemos”. Vamos juntos! De mãos dadas! Se o destino é o mesmo, para que ir sozinho?

  6. Não é possível haver racismo sem racistas. O que acontece, na verdade, é que as pessoas cometem vários tipos de discriminação em seu dia-a-dia, mas não percebem. É fácil observar a postura dos outros, criticá-los, julgá-los; mas é preciso que comecemos a observar nós mesmos. Por sermos criados em uma sociedade preconceituosa, mesmo sem querer, somos racistas.
    Um exemplo disso é a cota dos negros que têm direito a vagas nas universidades públicas. Embora sejam claramente positivos, projetos desse tipo podem excluir ainda mais o negro da sociedade. A explicação é que, tentando compensar o passado sofrido e dando mais oportunidades a eles, o problema do racismo pode ser diminuído. Porém, existem outras maneiras de se fazer isso: respeitá-los, reconhecer que eles têm os mesmos direitos que qualquer outra pessoa, etc.
    Devemos refletir sobre nossas ações, afinal, se existe alguma raça inferior é aquela que, no mundo atual em que vivemos, ainda não consegue viver com as diferenças e respeitá-las.

  7. Racismo é uma forma de discriminação entre duas ou mais pessoas. Não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-concebidas onde a função é valorizar as diferenças entre as pessoas, que algumas acreditam ser superiores a outras de acordo com as matrizes raciais.
    A existência de raças superiores e inferiores foi utilizadas para justificar a escravidão.
    Os nazistas utilizavam da xenofobia associada ao racismo atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar os alemães contra os judeus. A escravidão dos povos da Europa oriental e a perseguição dos judeus eram provas pretendidas pelos nazistas da superioridade da raça ariana e os demais grupos raciais.
    O Apartheid foi adotado em 1948 na África do Sul para estabelecer um regime onde os brancos detinham o poder e os negros eram obrigados a viver separados deles, de acordo com regras que os impedias de ser verdadeiros cidadãos. Esse regime político racista acabou em abril de 1994, quando, por pressão mundial, foram convocadas as primeiras eleições para um governo multirracial de transição.
    Nelson Mandela foi o principal representante do movimento anti apartheid como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado por muitas pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, para o governo da África do Sul era um terrorista.
    Não há racismo sem racistas. Muitas vezes as pessoas não percebem, mas há racismo. Muitos dizem hoje que precisamos pagar aos negros por tudo o que fizemos com eles no passado. Com isso criou-se uma sensibilidade hipócrita sobre a cor da pele. Muitas universidades foram obrigadas a criar cotas para negros e isso nos leva, novamente, a crer que eles são diferentes ou não tem capacidade. Mas afinal, para que criar cotas? Para reviver o passado?
    Portanto, criando leis diferentes para grupos diferentes, criamos também um muro entre eles e nós. Precisamos quebrar esses muros pois todos se tornam iguais quando são tratados iguais.

  8. Impossível haver racismo se não houver racistas!
    A sociedade brasileira teima em não admitir o seu racismo, porém, somos todos racistas.
    A palavra racismo não diz respeito somente a raças, e sim, é o sinônimo do preconceito existente na sociedade, logo: racismo é preconceito.
    Há racismo contra gordos, altos demais, baixos demais, homossexuais, contra negros, e também, de negros contra brancos.
    Até mesmo ao se referir sobre alguém, para explicar quem é, acaba-se por dizer “aquela gorda que…” ou, “aquele neguinho que…” ou, “aquela dentuça que…” e isso é preconceito, falando da diferença como se todos tivessem a obrigação de serem iguais.
    Quanto à cota para negros nas universidades, isso tem sido uma polêmica. No Brasil, a maioria carente é também negra, então já sofrem preconceito desde a infância. É uma “coisa” que puxa a outra, pois, nascem carentes, sofrem preconceito, não tem acesso a uma boa educação, tendo assim dificuldades para entrar em uma boa faculdade, optando assim pela cota. Mas existem os negros que não tem as mesmas dificuldades, e usufruem dessa vantagem, enquanto existem também, pessoas de outras descendências que passam por dificuldades financeiras, não podendo usar a cota, por não serem negras.
    O certo seria ter cotas para pessoas carentes, independente de raça, cor, religião, ou sexo.

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